prêmio para estudantes graduandos em arquitetura e urbanismo de santa catarina

Trabalhos Premiados 3º Prêmio 2015

01/12/2015

Resultado PREMIADOS

TRABALHO 22 – PRÊMIO

Autor Anderson Cechinel Lúcio / Professor Ademir França

Título do Trabalho Terminal Intermodal em Criciúma/SC. Mobilidade e Qualificação Urbana.

Escola Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC / Cidade/UF Criciúma/SC

Resumo

A mobilidade urbana é uma discussão cada vez mais presente junto ao cotidiano das cidades. A busca por soluções é uma tarefa constante, sendo que a mobilidade está diretamente ligada ao desenvolvimento de um município. O presente trabalho busca a consciência e preocupação para o melhoramento da mobilidade, fortalecendo a integração com o sistema de transporte coletivo e as relações de transportes intermunicipais das cidades vizinhas de Criciúma, formando um plano geral que favoreça desde o transporte de massa até o transporte individual não motorizado. Com isso houve a necessidade de pensar um terminal que englobe uma diversidade maior de meios de locomoção, uma nova estruturação urbana para a cidade de Criciúma, sendo focado no transporte coletivo como eixo de desenvolvimento econômico de toda a região.

 

 

TRABALHO 26 – PRÊMIO

Autor Felipe Braibante Kaspary / Professor Lisete Terezinha Assen de Oliveira

Título do Trabalho H2O+O2

Escola UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ / Cidade/UF BALNEÁRIO CAMBORIÚ/SC

Resumo

O projeto proposto é para o Município de Rio do Sul (SC), e tem como objetivo promover uma maior valorização e conscientização ambiental sanando o problema gerado pelas cheias do Rio Itajaí - Açú (enchentes), ou seja, se antes as cheias causavam sofrimento perda e desgaste ambiental, com o projeto proposto passaria então a ser um elemento potencializador para o município, no sentido social (deixaria de existir perdas materiais e desgaste emocional), de paisagem (enchimento dos «bolsões» gerando flexibilidade na paisagem), ambiental (reuso do excesso de água pluvial) e social. O projeto mescla os sistemas de infraestrutura, espaços públicos e propostas urbanísticas, sendo estes três os estruturadores da proposta, onde em conjunto farão um maior alcance dos ideais lançados, tendo o projeto como um meio e parte do processo de formação da cidade. A proposta ainda engloba alguns usos de diferentes escalas, sempre vinculados aos interesses esportivos, culturais, educacionais, sociais e ambientais, inseridos na área onde estão locados os bolsões de retenção de água, fazendo com que estes ganhem ainda mais potenciais, além de sanar o principal problema ambiental do município, tem a função de fornecer a cidade espaços de cultura, esportes, educação e moradia. Formando assim um processo embasado em princípios de sustentabilidade, estimulando o equilíbrio dos fatores ambientais, sociais e econômicos.

 

 

TRABALHO 30 – PRÊMIO

Autor Guilherme Augusto Linhares Vendrami / Professor Guido Paulo Kaestner Neto

Título do Trabalho Adaptação Rizomática - Novos Olhares na Comunidade Coripós

Escola FURB - Universidade Regional de Blumenau / Cidade/UF Blumenau

Resumo

O projeto tem por objetivo materializar uma nova tipologia de construção para áreas de risco, ao mesmo tempo fomentando a comunidade a participar do processo de construção do espaço, e por uma reflexão essencial do que hoje entendemos por área de risco. O trabalho envolve uma crítica sobre a cidade de Blumenau e como foi colonizada, junto ao seu rio, o rio Itajaí-Açu e seus vastos vales, como sendo os grandes transformadores do espaço. Mas esses transformadores acabam se tornando problemas ao dar de encontro com a prepotência do homem, em sua essência, sobre seu sistema de adaptação com o lugar. Uma forma de habitar, aliada a um mal planejamento de adaptação do homem em relação ao meio ambiente, trazem sérios problemas ao espaço habitado. Deslizamentos de terra e enchentes acontecem praticamente todo o ano em Blumenau, destruindo lares e muitas vezes até vidas. Muitos dos desastres acontecem em ocupações informais, também tema de fundamental importância no trabalho e retratado com grande potencialidade. O trabalho parte da reflexão sobre o nosso modo de habitar e se adaptar ao meio, até uma tipologia construtiva alternativa na comunidade Coripós, com o objetivo principal de conversar e se adaptar ao ambiente natural através de uma solução essencialmente sustentável. Envolvendo conscientização ambiental, apoio das comunidades e uma nova forma de enxergar a cidade, podemos mudar a nossa visão sobre como a ocupamos, formando uma sociedade mais atenta e preocupada com o meio.

 

 

TRABALHO 34 – PRÊMIO

Autor Thiago Xavier Costa / Professor Almir Francisco Reis

Título do Trabalho Vila Aparecida. Parte integrante e viva de Florianópolis

Escola Universidade Federal de Santa Catarina / Cidade/UF Florianópolis SC

Resumo

Vila Aparecida – Parte integrante e viva da cidade de Florianópolis A Vila Aparecida é um conjunto de cinco comunidades as margens da BR-282, principal acesso rodoviário da cidade de Florianópolis. São cerca de quatro mil pessoas, reunidos em famílias com renda média de 1 a 2 salários mínimos e que vivem ao redor de um terreno privado e desde sempre desocupado de 60.000m². Tendo em vista alguns problemas como a falta de acesso de serviços públicos básicos, infraestrutura pública precária e habitações localizadas em áreas com risco de deslizamento a prefeitura municipal em 2011 licitou um projeto de reurbanização destas comunidades. E fez um acordo com a empresa privada, dona do terreno central às comunidades, onde 1/3 foi doado para a prefeitura em troca de maior índice construtivo no terreno restante. Para este novo espaço a prefeitura está prevendo a implantação de uma creche, uma praça e alguns blocos habitacionais. Este trabalho caracteriza-se como uma crítica ao projeto apresentado pela prefeitura para o centro das comunidades, onde as principais críticas levantadas são: Não tira partido das condições locais: O terreno possui um desnível ascendente de 20 metros sentido à Rua da Fonte. O projeto não tira partido deste fato e a relação com a principal via do complexo é dada apenas por uma rampa, sem buscar qualquer integração com o eixo de principal vida das comunidades. A implantação dos edifícios não busca uma melhor insolação para as unidades nem uma melhor relação com a rua e sim apenas uma disposição quantitativa dos blocos. Tipologia em condomínios fechados: Os vinte blocos habitacionais estão divididos em quatro condomínios fechados de uso exclusivo residencial. A partir das últimas análises sobre as novas unidades habitacionais que vem sendo construídas no país, para renda de até três salários mínimos, é comum o número crescente de inadimplência das taxas condominiais. Já que o ônus destas é muito maior em relação às de financiamento. Formas como a mistura de usos com o aluguel de salas comerciais pode propiciar uma ajuda de custo para os habitantes. Não construção de cidades: Pensar habitação sem pensar cidade é incompatível, ainda mais sendo o poder público o projetista. A monofuncionalidade das cidades é um problema grave já combatido desde os anos 60, liderado por críticos dos planos urbanísticos moderno, como Jane Jacobs. Ela cita que a grande virtude das cidades é a quantidade de pessoas diferentes que ela abriga e o modo distinto como cada uma vive o meio urbano. E a possibilidade de potencializar esta pluralidade, cria cidades melhores, em que problemas sociais como a violência podem ser combatidos pela maneira como as projetamos. Onde locais que concentre diferentes pessoas, em diferentes períodos do dia, fazendo coisas diferentes são muito mais seguros que blocos monofuncionais. Portanto o objetivo deste trabalho é a elaboração de um novo projeto habitacional multifamiliar que busque requalificar a área com programas de uso misto, a fim de potencializar a vitalidade dos espaços públicos, que atendam não apenas as demandas das comunidades do complexo Vila Aparecida, mas também aos demais habitantes da cidade de Florianópolis.

 

 

TRABALHO 42 – PRÊMIO

Autor MATHEUS ROSSAROLLA / Professor ARLIS BUHL PERES

Título do Trabalho HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: CONSOLIDAÇÃO DE UMA ZEIS EM SÃO MIGUEL DO OESTE – SC

Escola UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA / Cidade/UF TUBARÃO - SC

Resumo

A crescente demanda pela habitação social nos municípios brasileiros é caracterizada não só pela falta de planejamento urbano e incentivo público em relação às classes mais baixas, mas por vários fatores que justificam a importância desse modelo habitacional na estruturação urbana das pequenas e grandes cidades. Apesar do Estatuto da Cidade prever, com a criação das ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social), a regularização fundiária e a oferta de moradias mais dignas, outra realidade é encontrada em alguns locais. Em São Miguel do Oeste, cidade pólo do extremo oeste catarinense, essa demanda existe em virtude de algumas áreas que apresentam habitações irregulares e condições mínimas de saneamento básico. Com o Plano Diretor de 2010, o município mapeou algumas áreas a fim de desapropriar algumas favelas e realocar algumas famílias. As AEIS (Áreas Especiais de Interesse Social) foram implantadas nas possíveis áreas de expansão da cidade, onde fora proposto ainda o remanejamento de algumas favelas para esses locais, como é o caso da comunidade do Morro da Fumaça. Essa comunidade localizava-se no bairro Salete e fora remanejada para a comunidade Vila Nova I e Vila Nova II no bairro São Luiz, distante aproximadamente 2 km do centro da cidade. Por ser uma comunidade criada recentemente e não possuir uma infraestrutura satisfatória, se comparada ao centro e outros bairros de SMO, a Vila Nova I e II estão em uma área urbana consolidada e fazem parte de um plano de expansão do município, que visa o crescimento nessa direção. Portanto, esse trabalho propõe a requalificação dessa área através da recuperação da orla do Rio Guamerim - que atualmente encontra-se poluído - com a criação de um parque contemplando áreas de lazer e esporte, bem como eixos de caminhada e ciclovias interligadas; da inserção de tipologias habitacionais para realocar famílias que ainda vivem em favelas do município; da integração com o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) – visto que atualmente o instituto realiza algumas atividades com a população do Vila Nova I e II - através de pequenas praças, eixos visuais e de pedestres; da integração entre o meio urbano e rural através da pavimentação das vias e do passeio público visando o crescimento futuro; da disposição de um centro comunitário – reinvindicação das famílias – com o intuito de permitir que os jovens busquem uma qualificação profissional, sendo esse centro de grande importância para a realização de encontros e oficinas com as famílias. E por fim, um desenho de quadra voltado para a rua, onde os edifícios e as áreas de comércio presente nos térreos contribuam para a vitalidade das ruas e seja um atrativo para a população do bairro, visto que uma nova centralidade será proposta com a requalificação e consolidação dessa área.

 

 

Resultado MENÇÕES HONROSAS

TRABALHO 37 – MENÇÃO HONROSA

Autor GUILHERME VETTORETTI GOMES / Professor CRISTIANO FONTES DE OLIVEIRA

Título do Trabalho INTEGRAÇÃO URBANA NO MACIÇO DO MORRO DA CRUZ

Escola UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA / Cidade/UF TUBARÃO - SC

Resumo

O Trabalho apresenta o resultado de pesquisas, estudos e projetos desenvolvidos com a intenção de criar uma qualificação urbana em um recorte no Maciço do Morro da Cruz na região central de Florianópolis/SC. A área apresenta uma geomorfologia determinante para a forma como se desenvolveu sua ocupação ao longo do tempo e para os principais problemas relacionados as áreas de risco e saneamento básico que hoje enfrentam a maioria dos moradores da região como em muitas partes do Brasil. O projeto tentou explorar a informalidade espacial, características destas formações urbanas irregulares, maximizando ao máximo pequenos espaços e dando continuidade aos mesmos, possibilitando o percurso local vir a se conectar a uma malha de escala maior. Dar continuidade ao movimento natural, tanto na escala da cidade quanto local, na perspectiva dos pedestres e dos veículos, para otimizar o fluxo e segurança foi umas das condicionantes mais fortes. O partido arquitetônico visou a necessidade de uma arquitetura de caráter mais silenciosa, ou mesmo discreta, para não gerar um desconforto local, dando continuidade ao existente, possibilitando assim, minimizar um possível processo de gentrificação social. O espaço físico deve agir como revitalizador urbano, onde as edificações criarão um impacto positivo nas comunidades, como referencial projetual. Por localizar-se em uma área de ocupação informal optou-se por uma implantação que representasse esta realidade caótica de ocupação do solo, criando fitas edificáveis que levassem a pequenos recantos, sendo estes, praças, decks/mirante ou mesmo a funções específicas do mix comercial do embasamento da implantação. Foi proposto uma mistura de usos como residencial, comercial, comunitário e de lazer, sendo alguns públicos e outros privados. O uso desse programa variado, sendo eles conectados entre si para haver uma permanência mais prolongada e uma democratização do espaço por uma variação maior de público, fornecendo o direito a cidade a um maior número de habitantes. O exercício de trabalhar em uma área com a parte física de difícil compreensão, por ter um histórico de ocupação caótico propondo uma intervenção que venha a ter um desempenho de otimizar a área, mas ou mesmo tempo respeitando suas características sociais e morfológicas locais foi um desafio, tanto na escala urbana quando na delimitação do espaço construído pela arquitetura.

 

 

TRABALHO 38 – MENÇÃO HONROSA

Autor Consuelo Marcieli Lucho Van Caeneghem / Professor Ana Laura Vianna Villela, Luana Peroza Piaia

Título do Trabalho Rio Parque Chapecó - Apropriação em APP urbana: conectando pessoas e rios.

Escola Universidade Comunitária da Região de Chapecó / Cidade/UF Chapecó/SC

Resumo

O presente trabalho foi desenvolvido através de levantamento e análise de dados dos rios urbanos no município de Chapecó/SC. Numa área total de 38 hectares às margens do Rio Passo dos Índios, Lajeado Passo dos Forte e da Sanga Iracema, conectando 8 bairros da porção central de Chapecó, insere-se o Rio Parque Chapecó. Atualmente é composto por 5 hectares de áreas verdes e públicas, Áreas de Preservação Permanentes, áreas de interesse ambiental, 3 córregos, 127 residências instaladas irregularmente e áreas públicas e privadas subutilizadas. A requalificação urbana através do parque linear articula despoluindo, requalificando e valorizando a cidade a partir da redescoberta dos rios urbanos no município. Partindo das pessoas, a proposta é intervir no meio urbano de forma orgânica e fluída, permitindo que o pedestre tenha oportunidades diversificadas de convívio social, cultura, alimentação e lazer ao longo dos 4,5 km do rio mostrando a importância da relação pessoas - rio - cidade.

 

 

TRABALHO 43 – MENÇÃO HONROSA

Autor Geruza Kretzer / Professor Renato Tibiriça de Saboya

Título do Trabalho Ensaio de Reordenamento Territorial: Urbanidade e Resiliência em Brusque-SC

Escola Universidade Federal de Santa Catarina / Cidade/UF Florianópolis SC

Resumo

O centro de Brusque vem passando por processos de transformação e renovação desde sua colonização, e, ocasionalmente sofre com enchentes que causam grandes prejuízos para a indústria, o comércio e principalmente para as famílias em todo o município. Com a evolução urbana o rio passou a ter menos importância e ganhou a fama de “vilão” da cidade. Atualmente é visto como uma ameaça ao bem estar, à saúde e à segurança da população. Do ponto de vista urbano, é um corredor viário e um obstáculo à circulação, pois as conexões entre as duas margens priorizando os pedestres são poucas. A área escolhida para o desenvolvimento do trabalho tem grande potencial para promover e facilitar a circulação de pedestres e à vida na cidade. Atualmente, a área não se conecta com o entorno, e o que é próximo visualmente, como as margens do rio, se torna muitas vezes distante fisicamente. Assim, o projeto propõe requalificar e formular novas conexões com o entorno, reordenar os usos e ocupações da área e incorporar o Rio Itajaí-Mirim as propostas projetuais para o tecido urbano. Além disso, foi proposta uma maior resiliência em relação as inundações e enchentes, que são causadas em grande parte pelo solo compactado e falta de drenagem eficiente. O trabalho buscou usar estratégias que minimizem e ajudem a superar parte dos efeitos negativos desses desastres na cidade, com uso de uma urbanização mais sustentável, na qual as camadas que formam a cidade possam agir em conjunto e assim trabalhar em um sistema integrado.





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